Como o Voluntariado Empresarial pode aprender e contribuir com a Diversidade

24/05/2018 17:32

Lidar com as diferenças não é fácil. É preciso entender como o voluntariado empresarial pode atuar a favor da diversidade e incluir os diversos públicos de diferentes formas, agindo com consciência, conhecimento, respeito e empatia.

Nos programas corporativos, para quem são voltadas as ações dos voluntários incentivados pelas empresas? Conhecemos de verdade os públicos que nos relacionamos? Construímos e mantemos diálogo? Na sua maioria, são grupos em situação de vulnerabilidade, exclusão e violência, ou seja: mulheres, negros, LGBT+, PCD, indígenas, refugiados, entre outros.

E alguns dados de fontes diversas sobre esses públicos são alarmantes:

  • Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil (Fórum Brasileiro de Segurança Pública).
  • Mulheres ocupam apenas 8% dos cargos de liderança (Estudo Panorama Mulher 2017 realizado pelo Insper e Talenses).
  • Em média, os brasileiros brancos ganhavam, em 2015, o dobro do que os negros (Relatório da desigualdade brasileira da OXFAM Brasil).
  • Atualmente, de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras (Fórum Brasileiro de Segurança Pública).
  • A cada 19 horas um LGBT é assassinado ou se suicida vítima da “LGBTfobia” (Grupo Gay da Bahia – GGB)
  • Apenas 1% dos brasileiros com deficiência estão no mercado de trabalho (Relação Anual de Informações Sociais RAIS).
  • Chegada de refugiados faz xenofobia crescer mais de 600% no Brasil (Secretaria Especial de Direitos Humanos).

Os números mostram que essa discussão sobre diversidade se faz necessária. Afinal de contas, são tantas as dimensões da vida que estão em jogo e tantos padrões de participação na sociedade, que olhar para o outro e se colocar no lugar dele deveria ser premissa de qualquer relação.

Como um programa de voluntariado pode atuar neste sentido?

De forma mais ampla e estratégica, pode sensibilizar os voluntários sobre a importância dos valores humanos, respeito, tolerância e também capacitar sobre direitos humanos e as agendas globais e locais. Informar ainda é o caminho para a quebra de preconceitos!

Mas o programa também pode ser mais específico e atuar com esses grupos em situação de vulnerabilidade. Neste caso, a empresa deve estar preparada para vivenciar, aprender, errar e reaprender. A convivência, embora seja a arte da vida, não é simples.

O mais importante é que a empresa tenha uma preocupação legítima e busque compreender a história desses públicos e como estão inseridos (ou excluídos) na sociedade. A ideia aqui é a empresa se capacitar mesmo, estudar e aprender junto,  e se envolver com as organizações e movimentos sociais que atuam no tema e lutam no seu dia a dia para conquistarem os direitos dessas minorias.

Veja abaixo alguns casos:

  • Grupo Segurador BB Mapfre, Atento e Facebook têm projetos com o público LGBT+.
  • Instituto Avon e Instituto C&A desenvolvem também ações com foco em mulheres.
  • A Fundação Telefônica já promoveu voluntariado em comunidade quilombola.
  • EY tem programa que atua com pessoas com deficiência.

Esses são apenas alguns exemplos! Com certeza existem muitos outros por aí e também motivação de empresas de contribuírem nesta esfera. Precisamos ir além, nos aprofundar nestes temas, gerar ações e fazer com que o voluntariado seja realmente uma ferramenta para combatermos o preconceito e as desigualdades sociais.

Dialogar é o caminho!

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